quarta-feira, 19 de abril de 2017

Eu Não Sei Costurar: Como observar uma peça e criar o molde?


Eu já comentei algumas vezes aqui no Landscape como que com o passar do tempo, ao olhar uma peça de roupa, eu consigo imaginar o seu molde. Isso pode parecer algo difícil de ser feito, mas na verdade não se trata de nenhum super poder, basta separar a peça por partes, como desmontar e montar um quebra-cabeça.

A idéia para o post de hoje surgiu quando a minha avó comprou algumas revistas Burda Style e me perguntou: “Thaís? Será que olhando esses modelos você conseguiria riscar o molde?” Na mesma hora eu pensei que isso se tornaria uma série de posts interessantes para o blog.

A revista já contém todos os moldes e tem ótimas dicas para a costura, mas, para mim, isso não é uma questão de saber fazer o molde do modelo daquela revista ou não, mas sim, de aprender a observar as peças e, aos poucos, não apenas recriar modelos, mas sim, fazer os nossos próprios moldes do jeito que queremos!

“Eu gostei da parte de baixo daquele vestido e seria legal fazer uma saia!”

“Aquela blusa e aquela saia dariam juntas um belo vestido.”

“Eu adorei o vestido, mas ele poderia não ter aquele detalhe.”


A idéia não é apenas conseguir fazer aquele modelo específico no seu tamanho, mas misturar partes diferentes de peças distintas para criarmos peças únicas que tenham mesmo a nossa cara.

Um dos grandes motivos para eu querer aprender a costurar foi justamente não conseguir encontrar uma calça jeans que não precisasse de ajustes para mim, além de encontrar um modelo que eu realmente gostasse. Eu estava cansada de gastar dinheiro em peças que, na verdade, não me faziam totalmente feliz. Por isso, começar a costurar foi uma das melhores escolhas que eu poderia ter feito. E poder ajudar vocês de alguma forma com as suas costuras é uma grande alegria para mim =)

Eu peguei duas revistas Burda Style da minha avó, escolhi três modelos (dois vestidos e uma jaqueta) e irei nos próximos meses contar para vocês todo o processo das costuras dessas peças. A observação do modelo, possíveis modificações e como eu riscaria cada peça a partir dos moldes que já apareceram na série Eu Não Sei Costurar.

A primeira peça será um vestido e, em breve, eu conto mais detalhes para vocês.

Eu espero que gostem da idéia!

Até a próxima,

Thaís

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Minhas novas estampas no Panólatras!


O post de hoje é para mostrar um pouco mais das minhas novas estampas para tecidos que já estão sendo vendidas no site Panólatras!

Eu acompanho o Panólatras desde o comecinho, e já tive duas estampas minhas que faziam parte do seu catálogo. O tempo passou, e no começo deste ano, eu decidi voltar a me aventurar a criar novas estampas. No post de hoje, vocês podem ver o resultado!

Para quem não conhece, o Panólatras é uma loja on-line que permite que você transforme a sua própria estampa em tecido!  No site tem todas as informações para quem quer criar estampas próprias e para quem quer mandar estampas para serem vendidas.  Todas as estampas passam por um processo seletivo (mais ou menos três meses) e se elas forem selecionadas, elas automaticamente passam a fazer parte do catálogo da loja e o autor da estampa recebe uma porcentagem por cada estampa vendida. Neste link aqui você pode saber mais sobre todo o processo.

Detalhes

Detalhes

Eu me inspirei em flamingos para criar essas duas estampas! Mas ao mesmo tempo que eu busquei os flamingos como referência, eu não queria apenas recriá-los, por isso optei em desenhar penas em tons de rosa! O desenho foi feito com aquarela e nanquim, e depois eu usei o programa de edição GIMP para editar a imagem.  

Para saber mais, não deixe de visitar o Panólatras!

Se gostou das minhas novas estampas, não deixe de visitar o link para vê-las um pouco mais de perto! Elas estão sendo vendidas em tricoline, cetim, tecido adesivo e muitos outros tipos de tecido, a partir de R$ 18,00!

Então? Alguém se aventura em criar as suas próprias estampas?!

Até a próxima,
Thaís

sábado, 25 de março de 2017

Eu Não Sei Costurar: “Moldes Permanentes”.


Em 2017 faz seis anos que eu comecei a aprender a costurar e até hoje eu guardo alguns dos moldes que eu desenhei naquela época.

Eles funcionam para mim como uma espécie de arquivo de referência. Assim, quando eu preciso lembrar de algum molde ou tenho alguma dúvida, eu os consulto. Mas em meio aos meus moldes de referência, eu também tenho os moldes que eu passei a chamar de moldes permanentes.

Moldes permanentes nada mais são que moldes riscados em um papel mais durinho, e assim podem durar por mais tempo sem rasgar. Eu passei a fazer este tipo de molde para modelos que eu gosto muito e costuro com frequência.  Assim, sempre que eu quiser repetir aquele modelo, eu já tenho o molde pronto!

Para fazer o seu Molde Permanente, não tem mistério. Basta fazer o molde normalmente na folha de papel pardo (ou outra folha que você costuma riscar os seus moldes), cortar o molde e depois riscá-lo em uma folha de papel bem durinho. Uma das minhas favoritas é o papel cartão. Depois de riscá-lo no novo papel, basta recortá-lo e pronto! Você já fez o seu primeiro Molde Permanente!

Uma dica importante é escrever no seu Molde Permanente o tipo de peça correspondente ao molde (por exemplo: vestido na altura do joelho sem pences), a data que você o riscou e a indicação de quantos centímetros de tecido extra serão necessários para fazer as costuras.

Atualmente, eu tenho dois Moldes Permanentes: um vestido larguinho e bermudas com o cós de cintura alta.

Gostou muito de uma peça e deseja fazê-la novamente? Faça seu Molde Permanente e tenha-o sempre à mão quando precisar.

Eu espero que tenham gostado das dicas e um ótimo final de semana!

Até a próxima,

Thaís

sexta-feira, 17 de março de 2017

Costurinhas: Bermuda com cintura alta


Eu me lembro até hoje do dia em que decidi que queria aprender a costurar.  Eu estava procurando uma calça jeans para comprar, no centro do Rio. Depois de várias lojas, eu estava chateada e frustrada, pois eu não achava nenhuma calça que realmente me agradasse. Naquele dia eu disse: “Eu vou aprender a costurar e costurar minhas próprias calças jeans!” Logo depois disso, eu comecei a fazer um curso de corte e costura e decidi escrever todos os moldes que eu aprendia em um blog, e assim surgiu o Landscape =)

Apesar de a calça jeans ser a grande responsável por eu querer aprender a costurar, até hoje, eu não costurei nenhuma. Calças são projetos que eu deixo para depois e desde o final do ano passado, eu tenho pensado muito sobre isso. Eu acredito que parte dessa procrastinação em costurar uma calça é justamente por ela ser mais difícil de fazer do que uma saia, por exemplo, e por isso, o projeto sempre foi adiado.  Mas como já comentei algumas vezes em alguns posts, esse ano, além de costurar com mais calma, eu quero costurar coisas que eu naturalmente evito costurar e assim surgiu a bermuda que ilustra o post de hoje.

Costurar essa bermuda foi um grande aprendizado! Primeiramente, ela deveria ter sido uma calça, mas depois de um erro meu na hora de comprar o tecido, tive que transformá-la em uma bermuda.  



Eu comprei um metro de sarja para fazer a calça com 1,50 de largura. Sinceramente, eu achei que seria mais do que o suficiente, mas na hora de cortar o tecido, faltou tecido para todos os acabamentos (bolsos e cós). Como eu havia comprado o tecido há muito tempo, não tinha como eu voltar à loja e comprar outro pedaço do mesmo pano. A minha solução foi usar os tecidos das pernas da calça para os detalhes e terminar o projeto com uma bermuda. Mas mesmo usando este artifício, eu tive que emendar o tecido para costurar o cós.

Depois disso tudo, eu ainda tive outro probleminha: o corte do molde. O modelo da calça  deveria ser mais ajustada do que uma bermuda, e o resultado final acabou sendo uma bermuda um pouco mais justa do que eu gostaria. Além disso, eu percebi que preciso praticar mais o zíper com aba, normalmente usado em calças e bermudas.

Mas apesar de todos os problemas, ter a bermuda pronta, sinceramente, foi uma grande vitória! Durante todo o processo, teve momentos que eu só pensei em deixar tudo para lá, mas fiquei feliz de ter continuado. O que eu mais aprendi durante esse projeto foi que não existem peças mais difíceis do que outras, mas sim peças que não estamos acostumados a costurar. Se não praticarmos, elas serão sempre vistas por nós como as peças difíceis. Eu acredito que isso sirva para muitas outras coisas no nosso dia-a-dia.




O Costurinhas de hoje deixa duas dicas importantes: Invista um tempo em projetos que você não faz por achar muito difícil. O mais importante é ter em mente que se não deu certo na primeira vez, não desista, tente de novo =)

Sempre preste atenção na hora de comprar o tecido, para nunca comprar tecido de mais ou de menos.

Vamos colocar nossos projetos crafts mais difíceis em andamento?

Até a próxima e um ótimo final de semana para todos!

Thaís

segunda-feira, 6 de março de 2017

Costurinhas: Vestido xadrez versão 2017.



Como eu comentei nesse post aqui, eu estava na dúvida do que eu costuraria com minha gaze de algodão xadrez. Logo após escrever aquele post, eu decidi fazer uma nova versão do meu vestido xadrez, que já apareceu por aqui no comecinho de 2015.

Ele foi um dos meus vestidos favoritos naquele ano e eu só parei de usá-lo quando ele infelizmente rasgou, mais ou menos um ano depois. Desde então, eu venho pensando em costurar outro vestido xadrez. Como eu tenho uma grande quantidade de gaze de algodão à minha disposição, eu pensei que agora seria o melhor momento.

Na hora de costurá-lo, eu não queria apenas replicar o mesmo vestido, eu queria fazer uma nova versão dele: um vestido com o mesmo molde, o mesmo tipo de tecido, mas costurando com muito mais calma e cuidado.

O meu grande problema ao costurar uma peça é a minha grande ansiedade em vê-la pronta. No ano passado, eu comecei a notar que toda essa “animação” em ver o resultado muitas vezes fazia com que eu errasse detalhes e atropelasse as etapas da costura. Isso acontecia exclusivamente com peças costuradas para mim mesma. Com encomendas, eu sempre fui mais cautelosa e detalhista (sempre me preocupo em não errar e desperdiçar os tecidos de outras pessoas). Porém, quando costurava para mim, essa ansiedade era muito comum, e erroneamente eu pensava: ah, mas este vestido é para mim, posso costurá-lo com mais “eficiência”.  



O resultado é importante, mas se o caminho não for bem feito, do que adianta? Por isso, eu passei a trocar essa “eficiência” por uma costura mais tranquila. Muitas vezes, um vestido que eu faria em uma tarde passou a ser feito em três ou quatro dias, e isso tem me ajudado muito. Tem me ajudado não apenas a ter uma costura mais limpa e bem feita, mas também a não ser tão ansiosa e sempre esperar pelo resultado.




Foi com este pensamento que eu costurei este vestido! Apesar do mesmo molde, eu optei por deixá-lo larguinho, mas mais ajustado. Por isso, ele tem este pequeno detalhe na frente com pequenas pregas, além de quatro pregas de ajuste na parte da frente e mais duas na parte das costas. Como sempre, ele tem bolsos embutidos e elástico na região da cintura.

Eu fiquei muito feliz com o resultado, pois ele ficou muito bem acabado e repleto de pequenos detalhes que fazem toda a diferença! Eu demorei cerca de quatro dias para costurá-lo e usei mais ou menos um metro de tecido.




Se por acaso você também fica ansiosa em ver a sua peça pronta, tente costurar com mais calma. Aproveite este tempo para estudar possibilidades e não pular etapas. E como eu sempre digo, divirta-se em todo o processo!

Para costurar este modelo, estes links aqui podem ajudar:


Até a próxima,

Thaís

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Um ótimo Carnaval e até Março!


O post de hoje é para avisar que o blog ficará em recesso durante o Carnaval, mas em Março, voltamos com nossas linhas, bordados e costuras =)

Um ótimo Carnaval a todos!

Até a próxima,

Thaís

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